Pastor: “Ser Surfista de Cristo é amar pegar a onda, mas não se esquecer do criador das ondas”

Durante muito tempo a igreja evangélica manteve a tradição de evangelizar apenas em ocasiões formais, com seus membros socialmente vestidos, folhetos evangelísticos e bíblias na mão. Essa imagem, no entanto, veio se modificando à medida que fomos compreendendo que a evangelização ocorre, principalmente, através do nosso testemunho, sem ter dia, hora ou lugar para acontecer. Esse é o entendimento dos “Surfistas de Cristo”.

Apesar de esse não ser um entendimento exclusivo deles, o movimento “Surfistas de Cristo”, ou “Christian Surfers International”, surgido na Austrália e presente em 35 países, é um dos que mais acentuam essa noção de evangelismo “nas ruas” e da forma mais simples possível, sendo as praias o principal lugar de atuação do grupo:

“Muita gente do surfe usa drogas e tem uma vida desregrada. Eu vivi o outro lado também, com comemorações exageradas e bebedeira. Você pode celebrar com os amigos, mas com moderação. Não seguimos apenas regras religiosas, mas princípios que nos mantêm saudáveis”, disse Marcos Santos, formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, no Recife (PE), segundo informações do Estadão.

Os surfistas de Cristo geralmente se reúnem semanalmente, onde louvam a Deus, falam das suas experiências e trazem mensagens ao público que normalmente é atraído pelo viés “alternativo” do grupo. Além do caráter mais íntimo e espontâneo da evangelização, ocorrida nas praças, calçadões das orlas ou mesmo na areia das praias, eles também aproveitam para incentivar a cidadania:

“Manter a limpeza das praias, separar o lixo reciclável, não destruir as vegetações rasteiras que mantêm o equilíbrio ecológico, denunciar esgoto a céu aberto e não entrar de carro na areia das praias”, são algumas das práticas descritas pela matéria.

Com nomes como C.J. Hobgood, americano que foi campeão do circuito mundial em 2001, e Bethany Hamilton, outra campeã, havaiana, cujo filme “Coragem de Viver”, lançado em 2011, retratou sua história de superação ao ser atacada por um tubarão, os surfistas de Cristo seguem dando exemplos de fé e determinação.

Para Tadeu Pereira, pastor da comunidade Semear, “ser Surfista de Cristo é amar pegar a onda, mas não se esquecer do criador das ondas”, deixando claro que o cristão pode, e deve, ter uma vida saudável, especialmente praticando esportes, mas sem esquecer de que sua vida é fruto da misericórdia e amor de Deus para conosco.

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