Pastor é condenado por comprar terreno em ‘área’ muçulmana na Tanzânia

O pastor Sylvester Paulo Mkina, 35 anos, foi condenado a sete anos de prisão na Tanzânia por supostamente adquirir um terreno de modo fraudulento. A sentença veio apesar de evidências e testemunhos de que ele era o proprietário da terra por direito. Acredita-se que a ação legal seja parte de uma campanha para puni-lo por ter se convertido do islamismo ao cristianismo.

Mkina se converteu a Cristo em 1998 e como resultado enfrentou rejeição e abandono da família muçulmana, inclusive da esposa. Desde a separação, ele permaneceu solteiro, cuidando dos dois filhos. Em 2006, ele se tornou pastor e até sua prisão, em 2017, havia pastoreado várias igrejas.

A questão toda começou quando Mkina comprou um terreno no vilarejo predominantemente muçulmano de Mlandizi, no distrito de Kibaha, na região de Pwani. Planejando construir sua casa e uma igreja na aldeia, ele adquiriu a propriedade que pertencia ao chefe do vilarejo, Sr. Lukas, e faz limites com terrenos do governo. Algum tempo depois, o Sr. Lukas negou que havia vendido o terreno para Mkina e alegou que esse ainda pertencia ao governo. Embora outras pessoas tenham comprado terras do Sr. Lukas na mesma área, elas não enfrentam o mesmo problema.

Em setembro de 2017, moradores da comunidade muçulmana levaram o pastor Mkina à justiça pelo terreno. Fontes afirmam que eles fizeram isso porque ficaram sabendo da conversão e consideram proibido que um não-muçulmano possua um terreno entre eles. Durante o processo, o pastor produziu documentos legais provando que o terreno é dele. Alguns moradores e membros do conselho do vilarejo testificaram que o terreno era propriedade legal de Mkina, mas a corte dispensou as evidências. Na segunda audiência, em outubro de 2017, ele pediu para pagar fiança, mas seu pedido foi negado.

Pouco tempo depois, o juiz Mwailolo e todos os policias envolvidos no caso foram transferidos para outros postos de trabalho e o caso passou a ser conduzido pela justiça de Nyanyembe, que considerou Mkina culpado e o condenou a sete anos de prisão, no dia 31 de outubro de 2017. Atualmente, o pastor está cumprindo pena em Nachingwea, na região de Lindi. Lá, ele e os outros prisioneiros trabalham para construir outra prisão. Um advogado apelou da sentença e fez pedido de pagamento de fiança. Uma nova audiência acontecerá no dia 19 de abril.

Pedidos de oração

Ore para que o pastor Mkina ganhe sua liberdade. Peça a Deus para que ele encontre forças no Senhor para enfrentar esse tempo difícil. Interceda pelos filhos, que estão sob os cuidados de um parente. Que sejam sustentados por Deus.
Clame pela manifestação da justiça do Senhor na vida desse cristão perseguido.

Fonte: Portas Abertas

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