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“Pastor dos boleiros” superou vício em drogas após um encontro com Jesus

O pastor Vagner Lopes visita o Centro de Treinamento do Corinthians de uma a duas vezes por semana, geralmente um dia antes da partida, no período de concentração. Ali, reúne-se com os jogadores do time para falar sobre Deus. Por pregar de um jeito simples e informal, conquistou grande parte do elenco.

Até o ano passado, as reuniões comandadas por ele reuniam até 15 atletas como Jô, Cássio, Fellipe Bastos, Giovanni Augusto, Guilherme Arana e Moisés. Este ano alguns já deixaram o clube, e Cássio assumiu o posto de líder, com Fagner e Pedrinho sempre presentes.

O “pastor dos boleiros” tem uma história de vida parecida com a de muitos jogadores. Ele chegou a jogar profissionalmente em várias equipes, mas trocou a carreira esportiva pelo ministério em tempo integral.

A sua trajetória de vida é de superação. Foi dependente de drogas por dez anos e, por não conseguir largar o vício, acabou indo parar em uma casa de recuperação. Ele acreditava ter chegado ao “fundo do poço”. Com dificuldades na carreira como atleta, entrou em um quadro de depressão. Mas contou com a ajuda de um amigo e teve um encontro com Jesus, o que considera um milagre. Hoje, dedica-se a fazer o mesmo pelos outros.

Hoje, usa suas experiências como exemplo e usa a mesma linguagem da “boleiragem”. “Pelo fato de eu ter jogado essa linguagem fica mais solta. Eu uso muitas metáforas. A bola é um negócio universal, é papo reto. Eu acho que o simples, o cara que é culto entende e o cara que não tem tanta cultura entende também. Eu brinco, por exemplo, que Pedro foi primeiro surfista porque andou em cima da água com Jesus. Posso fazer uma figura de linguagem assim para atrair a atenção, o evangelho não está tão distante de você”, conta.

Vagner fundou a igreja Comunidade Cristã Aprisco da Família e começou a frequentar o clube de futebol por ser próximo ao atacante Jô. Ele explica que seu objetivo não é pregar uma religião, mas sim falar sobre Deus e reforçar os valores morais e a importância da família.

“Quem está ali, não está pregando a placa de igreja nenhuma. Está ali para falar do amor de Jesus. Senão é terrorismo, é o evangelismo do Bin Laden. ‘Vem para mim, senão vai para o inferno’”, explica. Diz ainda que seu propósito não é “levar nenhuma placa, não falar nada além do reino de Deus”. 

Com informações UOL

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