Líderes de religiões afro-brasileiras pedem fechamento de igrejas evangélicas em presídios

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Um grupo de representantes das religiões afro-brasileiras pediu o fim dos templos evangélicos nos presídios do Rio de Janeiro, em documento entregue à Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), com apoio do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

Freixo – candidato a prefeito derrotado por Marcelo Crivella (PRB) – é presidente da Comissão de Defesa de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), e apoiou todas as dez reivindicações dos representantes das religiões afro.

Ao todo, dez reivindicações foram feitas, sob argumento da prevenção de ataques como o cometido por um grupo de traficantes a um terreiro no bairro Ambaí, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense (RJ).

“Os ‘traficantes evangélicos’, os mesmos que vem destruindo templos e aterrorizando afro-religiosos, são arregimentados no cárcere e recebem anotações por ‘bom comportamento’ por suas conversões”, afirmaram os responsáveis pelo documento, acusando as igrejas evangélicas de promoverem perseguição religiosa.

Além de pedir o fechamento dos trabalhos evangelísticos e de ressocialização em presídios promovidos pelas igrejas, os líderes das religiões africanas querem que os pastores e bispos evangélicos sejam processados por crime de ódio e enquadrados na Lei de Segurança Nacional, caso haja provas de que estão promovendo a perseguição.

O documento ainda pede que sejam feitas reparações às vítimas expulsas “de seus territórios sagrados e de culto pelos traficantes evangélicos”. O babalorixá Adailton Moreira afirmou que os recentes ataques podem ser considerados como terrorismo e não apenas como intolerância religiosa.

“As lideranças da matriz africana estão se sentindo vulnerabilizadas. Nosso direito de ir e vir foi violado. Somos coagidos nas ruas, nos espaços públicos e no comércio. O fundamentalismo nos aprisiona nos terreiros”, afirmou Moreira, que é sociólogo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“Queremos o combate ao racismo e à intolerância religiosa. É isso que estamos pleiteando”, acrescentou Moreira, que estava acompanhado de advogados da OAB e representantes do Ministério Público, de acordo com informações do jornal O Dia.

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