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Grupo evangélico defende “o direito de votar em Lula” em acampamento político

No próximo dia 7 de junto, quinta-feira, Luiz Inácio Lula da Silva fará aniversário como presidiário, completando dois meses de cadeia pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O que parecia impossível para alguns, a prisão de um ex-Presidente da República no Brasil, se tornou uma realidade que até hoje os poiadores do petista lutam para reverter.

Entre esses apoiadores estão os integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, um grupo encabeçado pelo pastor Ariovaldo Ramos, o qual esteve discursando em defesa de Lula na ocasião da sua prisão, assim como o economista Wagner Wiliam da Silva e os pastores Cleusa Caldeira, Mike Viana e João Mario.

O grupo participa da chamada “Vigília Lula Livre”, ou “Acampamento Lula Livre”, localizado na capital paranaense. Eles falaram no programa “Democracia em Rede”, transmitido diariamente às 14h da “Cada da Democracia”, de onde um grupo de jornalistas pró-Lula, conhecidos também como “midiativistas”, se articulam para veicular conteúdos em sua defesa.

“Reivindicamos o direito de votar em Lula para presidente. Se querem vencê-lo, que vençam nas urnas”, afirmou Caldeira, assumindo o mesmo discurso de “golpe” da esquerda, ao declarar que mesmo tendo sido condenado em duas instâncias judiciais e com vários recursos negados no Supremo Tribunal Federal, Lula ainda assim estaria sofrendo injustiça:

“Nossa democracia está sendo golpeada e estamos resistindo. Cremos que esse movimento é capaz de dar outro rumo à nossa história”, disse ela. Seguindo a mesma linha de raciocínio, porém, associando sua visão política à doutrina bíblica, Wagner Wiliam sugeriu que a defesa de Lula é uma questão de “direitos básicos”:

“Os direitos básicos do ser humano são defendidos pelo cristianismo. Lula não queria ver o brasileiro passando fome, sem saneamento básico. O papel do evangélico hoje não é se tornar petista, mas ler a Bíblia é entender que cristianismo não combina com derrocada de direitos”, afirmou.

Para o economista, a iniciativa de militar em defesa de Lula é fruto de uma nova geração de evangélicos. Wagner sugere que todos que acreditam na legalidade do processo judicial que condenou Lula e, consequentemente, apoiam a Operação Lava Jato, não são pessoas esclarecidas.

“Os evangélicos que apoiam a libertação de Lula não são maioria, por falta de esclarecimento. Nós da Frente estamos aqui justamente para esclarecer”, conclui Wagner, segundo informações do site Brasil de Fato.

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