O episódio do militar da Força Aérea Brasileira (FAB) que foi detido na Espanha com 39 quilos de cocaína serviu para que muitos militantes de esquerda tecessem críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em contraponto, aliados como Silas Malafaia e Marco Feliciano (PODE-SP) saíram em sua defesa.

O sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues deverá ser processado e julgado na Justiça do Brasil, além da esfera militar. Ele já havia trabalhado no Grupo de Transporte Especial, que assessora os presidentes da República, anteriormente, servindo Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

Diante das críticas, apressadas, a Bolsonaro, feitas por militantes de esquerda nas redes sociais, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), usou sua conta no Twitter para pontuar detalhes relevantes ao episódio.

“Com a palavra os imbecis! Tem que ser muito inescrupuloso e mau caráter [para] fazer vinculação de Bolsonaro com um sargento que carregava cocaína em um avião de apoio, não no avião presidencial. Bolsonaro virou inspetor de carga de todos os aviões da FAB. Cambada de cafajestes!”, escreveu o pastor.

Em outro tom, Marco Feliciano fez as mesmas observações: “Manoel Silva Rodrigues, militar preso com drogas, não tinha cargo na Presidência, não estava ligado à equipe presidencial que acompanha o PR Jair Bolsonaro ao Japão, e nem voava no mesmo avião do presidente. Portanto qualquer informação a mais é mera especulação”.

“A segurança das viagens presidenciais é de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional e tenho certeza que o general [Augusto] Heleno tomará as providências. Creio que não seja de competência da FAB ou Ministério da Defesa, mas ambos não se furtarão em ajudar a esclarecer”, acrescentou o deputado federal.

Punição

O próprio presidente usou as redes sociais para declarar que fará tudo que estiver ao seu alcance para que o sargento acusado de tráfico de drogas seja processado e preso dentro dos rigores da lei: “Apesar de não ter relação com minha equipe, o episódio de ontem, ocorrido na Espanha, é inaceitável. Exigi investigação imediata e punição severa ao responsável pelo material entorpecente encontrado no avião da FAB. Não toleraremos tamanho desrespeito ao nosso país!”, escreveu o presidente na última quarta-feira, 26 de junho.

Já nesta sexta, 28 de junho, Bolsonaro voltou ao assunto e expressou gratidão às autoridades espanholas pela colaboração com o Brasil para esclarecer o fato: “Em primeiro encontro com o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, aproveitei para agradecê-lo pelo modo como as autoridades espanholas estão lidando com o caso dos entorpecentes apreendidos em avião da FAB e reafirmei minha defesa por punição severa para o tráfico”.

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