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Ele teve que esperar 10 anos para ser batizado: “Hoje, minha fé está completa”

Os violentos protestos anti-governo no Irã deixaram pelo menos 22 mortos na última semana, além de centenas de presos. Apesar de a imprensa internacional tratar como uma questão política, as palavras de ordem são contrárias à ditadura islâmica em vigência desde 1979.

O presidente Hassan Rouhani e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, vem tentando reprimir os manifestantes. A maioria dos que foram para as ruas são jovens, mostrando que a nova geração está em busca de uma liberdade que eles desconhecem.

Em meio a tudo isso, embora o governo iraniano negue, o Irã é um dos locais de crescimento mais rápido da Igreja no mundo. Apesar da perseguição constante, os cristãos iranianos continuam fazendo discípulos. No final do ano passado, 20 pessoas (que permaneceram anônimas por questões de segurança) saíram secretamente do país para serem batizadas. Elas agora retornaram ao Irã para pregar a mensagem do Evangelho.

“No Irã, se o governo descobrir que você foi batizado, será mandado imediatamente para a prisão”, explicou um dos homens responsáveis pelos batismos. “Então, ao invés de fazer isso dentro de seu país, eles saem para um evento especial como esse”.

De acordo com a missão Portas Abertas, o Irã ocupa o oitavo lugar no ranking mundial de perseguição religiosa. Há cerca de 81 milhões de habitantes no Irã e acredita-se que 800 mil seriam cristãos, mas não existem dados oficiais.

O grau de risco que eles correm é considerado “muito alto”. Caso o governo descubra que um cidadão abandonou o islamismo, ou essa pessoa seja denunciada como “apostata”, sua vida corre perigo. A evangelização é proibida e, segundo a lei sharia, pode ser punida com a morte.

Os testemunhos

“Aceitei Cristo quando tinha 43 anos”, disse um iraniano que esperava havia 10 anos para ter a chance de ser batizado. “Não havia nenhuma maneira de eu ser batizado no Irã por causa dos perigos que enfrentamos. Hoje, minha fé está completa”.

Uma jovem de 16 anos que foi batizada na mesma cerimônia, disse que se tornou cristã há quatro anos “depois de ver Jesus em um sonho”, e passou a sentir a presença de Deus depois que abraçou formalmente sua nova fé. “Enquanto eu estava sendo batizada, senti o Espírito Santo tocar-me de uma maneira nova”, testemunha.

Outros explicam que a oportunidade de ser batizado era seu “maior desejo antes de morrer”.

Os especialistas que acompanham as mudanças da dinâmica religiosa no Irã acreditam que o crescimento do cristianismo no país não deve parar. “Eles querem dizer ao mundo que pertencem a Jesus”, disse Mike Ansari, diretor da Mohabat TV, um canal cristão que transmite, via satélite, para o Irã.

Com um número crescente de iranianos – especialmente os jovens – sentindo-se desiludidos com o Islã, a audiência da Mohabat, através da TV e da internet, vem experimentando um crescimento recorde. No ano passado, Ansari disse que 16 milhões de pessoas – ou cerca de 20% da população do Irã – assistiram a um ou mais dos vídeos do canal.

Ansari e outros concordam que, não importa o quanto o regime iraniano tente, não conseguirão impedir a propagação do cristianismo. “Temos muitas boas notícias vindo do Irã. Precisamos nos concentrar nisso e comemorar”, disse ele. “Esperamos que a igreja no Ocidente saiba que o corpo de Cristo permanece muito vivo, até mesmo nos países muçulmanos”. 

Com informações de Faith Wire

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