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Cardeal denuncia que ideologia de gênero é parte de uma “nova religião”

O influente cardeal alemão Gerhard Müller, Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, está denunciando que a ascensão da “ideologia de gênero” já possui características de uma “nova religião”.

“O marxismo e o fascismo, a ideologia anticristã, caíram. O capitalismo está em crise. Havia lugar para a verdadeira filosofia, para a teologia e para a religião cristã. Mas as pessoas preferiram inventar uma nova religião, que acredita no ser humano em vez de Deus”, afirmou Muller.

As declarações foram feitas à imprensa por ocasião do lançamento da edição italiana do livro “Why I Don’t Call Myself Gay” [Por que não me chamo gay], de Daniel Mattson. A obra biográfica fala da luta de um católico praticante contra seus desejos homoafetivos.

“As pessoas não podem ser classificadas segundo a sua orientação sexual”, disse o cardeal. “Não há seres humanos mais especiais do que outros. O homem deve ser descrito conforme ele é como pessoa e pelo fato de ser criado à imagem e semelhança de Deus, segundo sua vocação para a vida eterna”.

O purpurado destacou que “a Igreja sempre respeitou todas as pessoas, além de qualquer categorização” e isso inclui os homossexuais. Também enfatizou que “na ideologia de gênero podemos ver dezenas de gêneros, porém o ser humano foi criado como homem e mulher: esta é a nossa natureza, e a vontade de Deus Criador se expressa nesta natureza”.

As críticas de Müller aos militantes de esquerda, que tentam impor suas ideias como parte dessa ‘nova religião humanista’ são duras: “[como cristãos] devemos resistir aos que se organizam como um grupo ideológico e querem mudar toda a sociedade, impondo o seu pensamento em cada povo”.

Para ele, trata-se da “imposição de um pensamento único”, pois os grupos ideológicos à esquerda “atacam todos aqueles que não pensam como eles, insultam, inclusive destroem a dignidade humana das pessoas que pensam de forma diferente”.

O religioso vê que pensamentos como a ideologia de gênero são resultado do marxismo cultual, que foca nos costumes e na moral. “A lógica marxista afirma que a mente não reconhece a realidade, mas constrói a realidade: quando o partido comunista diz que 2 + 2 é 5, todo o mundo deve acreditar”.

O debate sobe a influência da ideologia de gênero na sociedade vem sendo tratado de várias maneiras pela Igreja Católica. Em uma fala à Cúria Romana, em 21 de dezembro de 2012, o papa Bento XVI disse que “salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. O homem contesta o fato de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria”.

Com informações de National Catholic

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